terça-feira, 25 de agosto de 2009

Rebecca, Sweet Rebecca


Depois de ter acabado aquele que foi e, muito provavelmente será, o melhor livro deste ano, fiquei a pensar numa das temáticas que este aborda: a comparação.

É inevitável compararmos o mundo. É uma das ferramentas que usamos para transmitir opiniões, para exprimir desejos, para mostrar visões.

Neste livro a protagonista, de que nunca chegamos a saber o nome, é confrontada com uma mudança súbita na vida: É pedida em casamento pelo viúvo Maxim de Winter e toda a sua vida passa a ser de adaptação a um estilo que não conhece. Tímida e recatada, vê-se constantemente comparada à antiga residente: Rebecca.

Rebecca era mais bonita
Rebecca era mais social
Rebecca encantava tudo e todos
Rebecca amava o seu marido

Rebecca quase que parece viva, tal a exultação feita.
Isto acontece também na vida real, não só nos romances. Por vezes, até mesmo inevitavelmente, deparamo-nos numa situação em que temos de substituir alguém, tanto em termos amorosos, como no trabalho, nas amizades..
Como já disse, a comparação é inata, mas isso não deve prejudicar a visão que temos de uma determinada pessoa. Não deve toldar-nos a visão, pois assim veremos apenas as faltas da pessoa em questão, e não aquilo em que é melhor, as suas qualidades naturais.

"Everybody talks bad about somebody
And never realises how it affects somebody"

4 comentários:

RutePires disse...

ninguem merece ser comparado a nnguem, cada um é o que é da sua simples e unica maneira ... e pronto !

oh nuno, só lês coisas lindas :')

Helena disse...

"Cada um é como cada qual" já dizia a minha mãe :b

Estou cheia de saudades tuas puto. Em breve vou poder dar-te um big hug!

Beijinhos, *

Beatriz disse...

Parabéns pelo blog!
Gostei muito!
Obrigada por visitares o meu blog!
Quanto à tua pergunta, não mas eu sempre adorei aquele poema!lol
Bjs!

Jacqueline' disse...

Quando o li, pensei o mesmo que tu. A comparação é algo inevitável, mas pode afectar bastante alguém...